É verdade que, onde abundou o pecado, superabundou a graça; então, .permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?. A genuína pregação do evangelho da salvação somente pela graça sempre leva à possibilidade desta censura ser lançada contra a graça. Não existe melhor teste para sabermos se um homem está realmente pregando o evangelho do Novo Testamento: algumas pessoas o entendem mal e o interpretam de maneira errada, de modo que chegam à seguinte conclusão: visto que fomos salvos apenas pela graça, realmente não importa tudo que fazemos, podemos continuar pecando como queremos, pois isto redundará em mais glória da graça de Deus. Este é um excelente teste para avaliarmos a pregação do evangelho. Se minha pregação deixa de expor o evangelho ao ponto de gerar este mal-entendido, realmente não estou proclamando o evangelho. Pretendo explicar o que estou afirmando. Se um homem anuncia a justificação por meio de obras, jamais teremos aquele entendimento errado. Se ele diz: .Você deseja ir ao céu? Então precisa parar de cometer pecados, viver um vida repleta de boas obras e observar certas coisas até à sua morte, deste modo será um cristão e irá ao céu, quando morrer.. O pregador da mensagem acima não será acusado de ter dito: .Continuemos a pecar, para que a graça seja abundante.. Mas todo fiel pregador que anuncia o evangelho tem sido acusado de anunciar uma mensagem que estimula a pecar! Todos eles têm sido acusados de .antinomianismo. (estar contra a lei). Eu poderia falar a todos os ministros do evangelho: .SE A SUA PREGAÇÃO DO EVANGELHO NÃO TEM SIDO ENTENDIDA DAQUELA MANEIRA ERRADA, VOCÊ DEVE EXAMINAR SEUS SERMÕES NOVAMENTE.; é melhor certificar-se de que está realmente proclamando a salvação anunciada no Novo Testamento aos ímpios, pecadores, mortos em seus delitos e pecados, inimigos de Deus. Existe um certo elemento de perigo na apresentação da doutrina da salvação.

Do começo ao fim, a salvação é inteiramente pela graça. Paulo disse: “Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador” (Tt 3.3-6). Esta passagem deixa claro que, pela graça e mediação de nosso Senhor Jesus Cristo, o Espírito Santo é enviado para regenerar nossa natureza e realizar em nós o novo nascimento. O perdão salva um pecador da maldição da Lei e do lago de fogo; a aceitação por meio de Cristo lhe concede a entrada no céu; mas na regeneração o domínio do pecado começa a ser destruído, e a alma passa a ser ajustada para o uso do Senhor.

O novo nascimento é um grande mistério, mas as Escrituras se referem a ele com persistência. “O lavar regenerador” é tão necessário quanto o lavar do sangue de Cristo. “O lavar renovador do Espírito Santo” é tão essencial quanto a “justificação que dá vida”. No espaço de quatro versículos, nosso Senhor declara três vezes a importância do novo nascimento para que alguém seja salvo. Escute o que Ele diz: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus... quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus... Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo” (Jo 3.3, 5, 7). O campo de pousio deve ser arado, pois, do contrário, a boa semente não é arraigada em nosso coração. A oliveira brava deve ser enxertada na boa oliveira ou permanece sem valor. Toda a Escritura ensina essa doutrina. Cristo não via como surpreendente o fato de que um vil pecador tinha de passar por uma grande mudança espiritual, antes de tornar-se idôneo para servir a Deus.

Talvez não exista um erro mais absurdo do que o ensino de que o batismo com água é a regeneração sobre a qual Jesus Cristo e seus apóstolos insistiam. Quando os homens confundem “o lavar regenerador” com o lavar por meio da água, estão plenamente prontos a seguir (e, de fato, estão seguindo) os passos daqueles que confundiram a “circuncisão... que é somente na carne” com a circuncisão que é “do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus” (Rm 2.29). Por semelhante modo, talvez não exista um erro mais prejudicial do que este. É monstruoso que tal erro e loucura sejam ensinados em países onde a Palavra de Deus é tão conhecida.

Alguns acrescentam ao batismo uma mudança exterior e insistem que isso deve ser admitido como suficiente. Supondo que isto fosse o que Cristo e seus apóstolos queriam dizer, seria impossível defendê-los da acusação de usar linguagem muito enigmática para comunicar uma idéia tão simples. Entretanto, tal crença nunca foi acolhida por aqueles que têm um respeito apropriado pela Palavra de Deus. Portanto, este assunto não exigirá mais atenção neste momento.

Teólogos sensatos têm concordado notavelmente em nos dizer o que é a regeneração. O Dr. Witherspoon disse: “O novo nascimento envolve uma mudança total; alcança a pessoa por inteiro, não alguma particularidade, mas toda a pessoa, sem exceção”. Ele mostra de forma detalhada que o novo nascimento não é parcial, externo, imperfeito, e sim total, interno, essencial, completo e sobrenatural.

Charnock disse: “A regeneração é uma mudança imensa e poderosa realizada na alma pela obra eficaz do Espírito Santo, na qual um princípio vital, um novo comportamento, a Lei de Deus e uma natureza divina são colocados e formados no coração, capacitando a pessoa a agir com santidade, de um modo que agrada a Deus, e fazendo-a crescer nisto para a glória eterna”.

O Dr. Thomas Scott cita, e aprova, outra definição, mas não revela o nome do autor. Ele disse: “A regeneração pode ser definida como uma mudança realizada pelo poder do Espírito Santo no entendimento, na vontade e nas afeições de um pecador, o que consiste no início de um novo tipo de vida e dá outra direção à sua opinião, aos seus desejos, às suas buscas e à sua conduta”.

Embora esta mudança seja chamada por vários nomes, a doutrina bíblica referente a ela é uniforme. Às vezes, é chamada de santa vocação, criação, nova criação, transportar, circuncisão do coração, ressurreição. Entretanto, seja qual for o nome, o verdadeiro sentido é comunicado em toda a Escritura, em termos muito solenes e como um rico fruto da graça de Deus. Assim diz Paulo: “Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve revelar seu Filho em mim...” (Gl 1.15-16). Mais uma vez: “[Deus] que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos” (2 Tm 1.9). E Pedro diz: “O Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória” (1 Pe 5.10).

As igrejas mais puras jamais duvidaram da necessidade desta mudança. Elas também concordam quanto à natureza de tal mudança. A Assembléia de Westminster ensina que Deus “se agrada em chamar [os eleitos], de um modo eficaz, no tempo que Ele estabeleceu, por meio de sua Palavra e Espírito, do estado de pecado e morte, no qual, por natureza, encontram-se, para a graça e salvação por intermédio de Jesus Cristo. Deus faz isso iluminando a mente deles, de forma espiritual e salvífica, para que entendam as coisas de Deus; tirando deles seu coração de pedra e dando-lhes um coração de carne; renovando-lhes a vontade; induzindo-os, por seu imenso poder, àquilo que é bom e levando-os com eficácia a Jesus Cristo. Mesmo quando se chegam a Cristo o mais livremente possível, ainda estão recebendo, pela graça de Deus, esta disposição”.

A Segunda Confissão Helvética diz: “Na regeneração, o entendimento é iluminado pelo Espírito Santo, para que possa compreender os mistérios e a vontade de Deus. E a vontade em si mesma não somente é mudada pelo Espírito, mas também é dotada de habilidades, de modo que, por iniciativa própria, possa querer e fazer o bem”. E cita como prova Romanos 8.4; Jeremias 31.33; Ezequiel 36.27; João 8.36; Filipenses 1.6, 29; 2.13.

O Sínodo de Dort diz: “Esta graça regeneradora de Deus não age nos homens como se eles fossem seres inanimados; não anula a vontade nem as características da vontade deles; e não a constrange com violência, mas vivifica espiritualmente, cura, corrige e, com poder, embora gentilmente, submete-a; a fim de que, onde a rebeldia da carne e a obstinação antes dominavam sem controle, agora comece a reinar uma obediência disposta e sincera ao Espírito. Esta mudança constitui o resgate e a liberdade verdadeira e espiritual de nossa vontade...”

A verdade é que, se ignoramos a regeneração, a única esperança de um pecador ser novamente santo ou feliz acaba para sempre. A Igreja da Irlanda defende que “todos os eleitos de Deus são, em seu tempo, inseparavelmente unidos a Cristo, pela influência vital e eficaz do Espírito Santo, procedente dEle, como cabeça, para cada membro verdadeiro de seu corpo espiritual. Assim, tendo sido feito um com Cristo, os eleitos são verdadeiramente regenerados e transformados em co-participantes dEle, bem como de todos os seus benefícios”. De fato, nada aflige mais uma pessoa que considera, de forma correta, o estado de perdição em que se encontra do que ver destruída ou seriamente abalada a esperança que brota da doutrina da regeneração... Cada homem que já teve seus olhos abertos para contemplar sua própria miséria e vileza concordará com a declaração de Usher: “Não é uma pequena transformação que salva o homem, não, nem toda a moralidade do mundo, nem todas as graças comuns do espírito de Deus, nem a mudança externa da vida; tudo isso não é suficiente, a menos que sejamos vivificados e que uma nova vida seja produzida em nós”.

Em sua idade avançada, quando não enxergava mais o suficiente para ler, John Newton ouviu alguém repetir o seguinte texto: “Pela graça de Deus, sou o que sou” (1 Co 15.10). Ele permaneceu calado por alguns instantes e, como se falasse consigo mesmo, disse: “Eu não sou o que devo ser. Ah! quão imperfeito sou! Não sou o que desejo ser. Abomino o que é mau e anelo apegar-me ao que é bom. Não sou o que espero ser. Logo me despirei da mortalidade e, com ela, de todo pecado e imperfeição. Embora não seja o que devo ser, o que desejo ser e o que espero ser, ainda posso dizer, em verdade, que não sou o que fui outrora, escravo do pecado e de Satanás; posso, sinceramente, unir-me ao apóstolo e reconhecer: ‘Pela graça de Deus, sou o que sou’”.

Nosso segundo nascimento nos leva a um estado de graça. É uma das misericórdias mais ricas da aliança de Deus. Quando uma pessoa nasce de novo, acontece um ataque fatal ao reino de Satanás no coração, pois “o que é nascido do Espírito é espírito” (Jo 3.6). Esta é uma obra de poder espantoso! O Sínodo de Dort teve um bom motivo para ensinar que “Deus, ao regenerar um homem, usa uma força absoluta por meio da qual Ele é capaz de, poderosa e infalivelmente, submeter e redirecionar a vontade do homem para a fé e a conversão”. Paulo usou todas as palavras fortes que ele conhecia para nos ensinar que somos renovados por poder, por uma força surpreendente. Ele orou para que os crentes de Éfeso soubessem “qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder; o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos” (Ef 1.19-20). Não conhecemos poder maior do que a força que realizou a ressurreição do Senhor Jesus Cristo. Também o mesmo poder converte a alma... O Dr. Nevins diz: “Alguns pensam e descrevem a salvação de uma alma como algo fácil — a ação de subjugar a vontade — a mudança de um coração. Fácil? É a maior obra de Deus... Deus, ao salvar uma alma, empregou uma força maior do que a necessária para criar muitos mundos”. Em seu livro Views in Theology, o Dr. Beecher admite: “O poder de Deus na regeneração está entre as maiores demonstrações de sua onipotência na história do universo. Quando a formosa criação surgiu da mão de Deus, em frescor de beleza, as estrelas matutinas cantaram juntas, e todos os filhos de Deus gritaram de alegria. Entretanto, canções mais encantadoras celebrarão e brados mais sonoros se farão ouvir na consumação da redenção pelo poder do Espírito de Deus...”


“Não somos justificados pela fé por crermos na justificação pela fé. Somos justificados pela fé por crermos no próprio evangelho – em outras palavras, por crermos que Jesus é Senhor e que Deus o ressuscitou dos mortos” – N. T. Wright (“New Perspectives on Paul”, em Justification in Perspective).

Nos anos recentes, N. T. Wright, bispo inglês e erudito em Novo Testamento, emergiu como um ícone de teologia bíblica ao redor do mundo. Sua obra excelente sobre a ressurreição de Cristo tem influenciado muitas pessoas, incluindo Antony Flew, o ex-ateísta e famoso filósofo de seu próprio país, que se converteu ao deísmo. Wright é famoso também por ser um dos principais arquitetos da Nova Perspectiva sobre Paulo, na qual ele redefine a doutrina da justificação de um modo que transcende a disputa histórica entre o catolicismo romano e o protestantismo da Reforma. Em um sentido, Wright diz: “Uma praga em ambas as casas”, afirmando que tanto Roma como a Reforma entenderam errado e distorceram o ponto de vista bíblico quanto à justificação. Em sua resposta à crítica de John Piper à sua obra, Wright expressa condescendente menosprezo por Piper e por todos os que adotam o ponto de vista tradicional protestante quanto à justificação. Wright critica as tradições teológicas que ele acha não entendem o ensino bíblico.

No curso do debate, um dos argumentos mais enganadores e eficazes usado freqüentemente chama-se “falácia do espantalho”. O valor de um espantalho está no fato de que ele é uma imitação de um ser humano e idealizado para afastar alguns pássaros. É um recurso eficiente, mas não é tão eficaz como se um lavrador vigiasse seus próprios campos com uma espingarda. O lavrador feito de palha não é tão formidável como o verdadeiro lavrador. Isso é verdade no que diz respeito à diferença entre o autêntico e o falsificado. A falácia do espantalho acontece quando alguém cria um falso conceito da posição de seus oponentes em uma representação distorcida pela qual ele, então, destrói facilmente essa posição, em total refutação.

Uma das afirmações que N. T. Wright emprega, usando esse mesmo estratagema, é a declaração de que “não somos justificados pela fé por crermos na justificação pela fé”. Insinuar que a ortodoxia protestante crê que somos justificados por crermos na doutrina da justificação pela fé é o rei de todo os espantalhos. É o Golias dos espantalhos, o King Kong das falácias do espantalho. Em outras palavras, é uma grande mentira. Não sei de nenhum teólogo na história da tradição reformada que crê ou argumenta que uma pessoa pode ser justificada por crer na doutrina da justificação pela fé. Isso é pura e simples distorção da tradição reformada.

Na afirmação de Wright, vemos um argumento de espantalho que cai por seu próprio peso. Contém mais palha do que a figura de galhos pode suportar. A doutrina da justificação pela fé somente não ensina que a justificação acontece por crermos na doutrina da justificação pela fé somente; mas, de fato, ela ensina aquilo que é exatamente o oposto dessa idéia. A expressão “justificação pela fé somente” é uma abreviação teológica para afirmar que a justificação se dá somente por meio de Cristo. Qualquer um que entende e advoga a doutrina da justificação pela fé somente sabe que o ponto central é aquilo que justifica – confiança em Cristo e não confiança na doutrina.

 Um dos termos-chave da expressão “justificação pela fé” é o vocábulo “por”, o qual demonstra que a fé é o meio ou o instrumento que nos une a Cristo e aos seus benefícios. O conceito indica que a fé é a causa “instrumental” de nossa justificação. O que está em vista na formulação protestante é uma distinção do ponto de vista católico romano quanto à causa instrumental. Roma declara que o sacramento do batismo, em primeira instância, e o da penitência, em segunda instância, são as causas instrumentais da justificação. Por isso, a disputa a respeito de que instrumento é a base pela qual somos justificados foi e continua sendo a disputa clássica entre a Igreja de Roma e o protestantismo. O ponto de vista protestante, seguindo o ensino de Paulo no Novo Testamento, é o de que a fé é o único instrumento pelo qual somos unidos a Cristo.

Intimamente relacionada a isso, está a disputadíssima questão dos fundamentos de nossa justificação diante de Deus. Nesse ponto, o conceito bíblico da imputação é sobremodo importante. Aqueles que negam a imputação como fundamento de nossa justificação declaram que isso é uma ficção jurídica, um erro judicial ou mesmo uma manifestação de abuso infantil cósmico. No entanto, ao mesmo tempo, a imputação é a explicação bíblica para o fundamento de nossa redenção. Nenhum texto bíblico ensina isso mais claramente esse conceito de transferência ou imputação do que o texto de Isaías 53, que a igreja do Novo Testamento ressaltou como uma explicação profética crucial do drama da redenção. O Novo Testamento declara que Cristo é a nossa justiça, e é precisamente a nossa confiança na justiça de Cristo como fundamento de nossa justificação que é o foco da doutrina da justificação pela fé. Entendemos que crer na doutrina de Sola Fides não salva ninguém. A fé em uma doutrina não é suficiente para salvar. Contudo, embora não sejamos salvos por crer na doutrina da justificação, a negação dessa mesma doutrina pode ser fatal, porque nega a doutrina da justificação pela fé somente. O apóstolo Paulo mostrou, na Epístola aos Gálatas, que tal negação equivale a rejeitar o evangelho e substituí-lo por alguma outra coisa; e isso resultaria em sua anatematização por parte de Paulo. O evangelho é importante demais para ser rejeitado por inclinar-nos diante de espantalhos.

Autor: R. C. Sproul nasceu em 1939, no estado da Pensilvânia. É ministro presbiteriano, pastor da Igreja St. Andrews Chapel, na Florida; fundador e presidente do ministério Ligonier, professor e palestrante em seminários e conferências; autor de dezenas de livros, vários deles publicados em português; possui um programa de rádio chamado: Renove sua Mente, o qual é transmitido para uma grande audiência nos EUA e para mais de 60 outros países; Suas graduações incluem passagem pelas seguintes universidades e centros de estudos teológicos: Westminster College, Pennsylvania, Pittsburgh Theological Seminary, Universidade livre de Amsterdã e Whitefield Theological Seminary. É casado com Vesta Ann e o casal tem dois filhos, já adultos. 

fonte: http://www.editorafiel.com.br/
          http://www.ligonier.org/

Traduzido por: Wellington Ferreira 
Além do Cidadão Kane é um documentário produzido pela BBC de Londres - proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial - que trata das relações sombrias entre a Rede Globo de Televisão, na pessoa de Roberto Marinho, com o cenário político brasileiro. - Os cortes e manipulações efetuados na edição do último debate entre Luiz Inácio da Silva e Fernando Collor de Mello, que influenciaram a eleição de 1989. - Apoio a ditadura militar e censura a artistas, como Chico Buarque que por anos foi proibido de ter seu nome divulgado na emissora. - Criação de mitos culturalmente questionáveis, veiculação de notícias frívolas e alienação humana. - Depoimentos de Leonel Brizola, Chico Buarque, Washington Olivetto, entre outros jornalistas, historiadores e estudiosos da sociedade brasileira. "Todo brasileiro deveria ver Além do Cidadão Kane"







Andrezinho rupereta



Conseqüências mais que previsíveis

Olavo de Carvalho

Diário do Comércio, 04 de junho 2007




Como não cabe ao analista político dizer às pessoas o que devem ou não devem fazer nas suas vidas privadas, nunca escrevi uma linha a favor ou contra as práticas homossexuais ou qualquer outra conduta erótica existente ou por inventar. Escrevi, sim, contra o movimento gay como fórmula ideológica e projeto de poder. Isso bastou para que eu fosse rotulado de “homofóbico” vezes sem conta. Conclusão: se estivesse em vigor a lei maldita que o nosso Parlamento quer aprovar, eu iria para a cadeia por conta de opiniões políticas.
Na verdade a lista de atitudes humanas puníveis como “homofóbicas” é bem variada. Ela abrange:

1. Citações da Bíblia ou de livros sagrados de qualquer religião que façam objeções morais ao homossexualismo.
2. Opiniões médicas, psiquiátricas e psicoterapêuticas que ponham em dúvida, de maneira mais ou menos explícita, a sanidade da conduta homossexual. Isso inclui obras clássicas de Freud, Adler, Szondi, Frankl e Jung, entre outros.
3. Manifestações pessoais de repulsa física ante o homossexualismo, emoção tão espontânea e irreprimível quanto o próprio desejo homossexual. (Inversa e complementarmente, a repulsa do homossexual pela sexualidade hetero, ou até por variantes homossexuais que não coincidam com a sua, como por exemplo a repulsa dos gays machões pelos travestis e transexuais, não apenas será considerada lícita mas estará sob a proteção da lei, condenando-se como “homofóbica” toda objeção que se lhe apresente ou, mais ainda, toda tentativa de reprimi-la. Ou seja: o direito à repulsa sexual será monopólio exclusivo da comunidade gay.)
4. Expressões verbais populares, de uso espontâneo e irreprimível, consideradas depreciativas e anti-homossexuais.
5. Piadas e gracejos que mostrem a conduta homossexual sob um ângulo risível.
6. Opiniões políticas contrárias aos interesses do movimento gay, que já são e serão cada vez mais necessariamente interpretadas como adversas aos direitos da comunidade homossexual.
7. Análises sociológicas, históricas ou estatísticas que ponham em evidência qualquer conduta negativa da comunidade gay. Essas análises já estão praticamente excluídas do universo cultural decente. A lei vai proibi-las por completo.
8. Qualquer resistência que um pai ou mãe de família oponha à doutrinação homossexual de seus filhos nas escolas ou à participação deles em grupos e entidades homossexuais.
9. Qualquer tentativa de impedir ou reprimir, por atos ou palavras, as expressões públicas de erotismo gay, discretas ou ostensivas, moderadas ou extremas, mesmo diante de crianças ou em lugares consagrados ao culto religioso.
10. Qualquer observação casual, feita no escritório, na rua ou mesmo em casa (se houver testemunhas) que possa ser considerada desairosa aos homossexuais ou ao movimento gay. Isso inclui a simples expressão de satisfação que um cidadão possa ter por ser heterossexual.

A lei, enfim, criminaliza e pune com pena de prisão inumeráveis condutas consideradas normais, legítimas, aceitáveis e até meritórias pela quase totalidade da população brasileira. E não pensem que ficará no papel. Neste momento já estão sendo organizados grupos de olheiros – espalhados primeiro nas escolas, depois em toda parte – para vigiar, delatar e punir os dez tipos de conduta acima assinalados.

As conseqüências mais que previsíveis da aprovação dessa lei são tão portentosas e ilimitadas que a maioria dos cidadãos tem dificuldade de concebê-las, limitando-se a apreender por alto suas aparências mais superficiais e patentes, se não a tratar o assunto com leviana indiferença. Mas essas conseqüências podem ser resumidas da seguinte maneira: Com um só golpe de caneta, um grupo militante organizadíssimo, fartamente subsidiado do Exterior, associado aos partidos de esquerda e agindo em consonância com a estratégia geral que os orienta, terá conquistado uma quantidade de poder policial discricionário tão vasta e ameaçadora quanto se poderia obter mediante um golpe de Estado ou uma revolução. Dotado do aparato jurídico necessário para aterrorizar toda oposição, reduzi-la a um silêncio humilhante, marginalizá-la e torná-la socialmente inoperante, esse grupo terá se tornado, nas mãos da aliança esquerdista que nos governa, mais um poderoso instrumento de controle social e político somando-se à polícia fiscal, à ocupação do território pelos “movimentos sociais”, ao domínio hegemônico sobre as instituições de cultura e ensino, às campanhas policiais soi disant moralizantes que só atingem sempre os desafetos da esquerda ou bandos criminosos menores, politicamente inócuos, jamais os agentes das Farc, os verdadeiros grão-senhores do crime no continente, cada vez mais ostensivamente protegidos pelo establishment petista.

Na verdade, o movimento gay não precisou esperar pela aprovação da lei para fazer sentir o peso das suas ambições policialescas sobre os que ousaram contestar sua pretensa autoridade. O assédio judicial a D. Eugênio de Araújo Sales (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/040724globo.htm), os esforços de gayzistas e simpatizantes para destruir a carreira, a família e até a alma do escritor Júlio Severo, a repetição do mesmo procedimento contra o pastor catarinense Ademir Kreuzfeld (v. http://www.juliosevero.blogspot.com/ ), mostram que não faltam armas à elite gay para perseguir, amedrontar e marginalizar seus adversários, quanto mais para defender-se dos perigos imaginários que a ameaçam. A nova lei é material bélico excedente, só utilizável em eventuais demonstrações de força perfeitamente supérfluas.

Que tão avassaladora ascensão do autoritarismo seja necessária para proteger os pobrezinhos homossexuais contra piadas, gracejos e citações da Bíblia é um argumento tão risível que somente um idiota completo ou um mentiroso desavergonhado poderia fazer uso dele num debate sério.
Pior ainda é a alegação de violência contra os homossexuais. Já expliquei o que o simples uso do termo “homofóbico” contra os adversários do movimento gay tem de maquiavélico, de perverso, de criminoso ( http://www.olavodecarvalho.org/semana/070523dce.html ). Mas ao delito semântico acrescenta-se ainda a perversão aritmética. Entre os cinqüenta mil brasileiros assassinados anualmente, o movimento gay não tem conseguido apontar mais de dez ou doze indivíduos que o teriam sido – se é que o foram – por motivos “homofóbicos”. Pretender que a fúria anti-homossexual seja um fato social alarmante e epidêmico, necessitado de legislação especial e drástica, é nada mais que uma farsa cínica, um estelionato parlamentar que, houvesse na política brasileira um pingo de racionalidade e decência, custaria a seus autores a perda do mandato por falta de decoro, por uso indevido do Congresso como instrumento para servir a ambições grupais injustificáveis.

Muito maior que o número de vítimas fatais da “homofobia” é o de homossexuais assassinos, um fato óbvio que a mídia esconde sistematicamente, reforçando o engodo legislativo com a fraude jornalística. E digo que é óbvio por um motivo ainda mais óbvio. Não sendo racionalmente aceitável que a porcentagem de homossexuais seja muito diferente entre os criminosos e a população honesta, a alegação usual do movimento gay de que esta última quota é de cinco a dez por cento nos levaria necessariamente a alguns milhares de homossexuais assassinos, sem contar os homossexuais ladrões, os homossexuais traficantes e, evidentemente, os homossexuais chantagistas parlamentares.

Mas nem esse cálculo seria preciso para desmascarar a fachada protetiva com que a lei se apresenta. Um dos traços mais salientes do movimento gay é seu esforço de combater a discriminação onde ela não existe e de ignorá-la por completo onde existe. No Irã o homossexualismo é punido com a pena de morte. Vocês já viram a liderança gay organizar um protesto internacional contra isso? Ao contrário, ela se alia às demais forças de esquerda para defender a ditadura dos aiatolás contra o “imperialismo ianque”. Em Cuba os homossexuais e travestis são considerados casos de polícia, e quando pegam Aids são isolados para sempre da sociedade. A elite gayzista não apenas se abstém de protestar contra esse tratamento desumano, mas também não quer que ninguém proteste. Recentemente, um documentário sobre a condição humilhante dos homossexuais em Cuba foi excluído de um festival em Nova York – por exigência da militância gay .

Em compensação, nos EUA e na Europa ocidental, onde os gays têm um lugar privilegiado na sociedade e a prática do homossexualismo é uma tradição elegante entre o beautiful people pelo menos desde a década de 20 do século passado, o clamor por legislações que criminalizem toda crítica à conduta homossexual vem num tom de quem advogasse medidas de emergência para salvar a comunidade gay de um genocídio iminente.

No Brasil -- uma das sociedades mais permissivas do planeta, onde homossexuais declarados ocupam cadeiras no Parlamento sob aplausos gerais, onde as vovós assistem a shows de travestis na TV junto com seus netinhos e onde um espetáculo público de carícias lésbicas entre a esposa de um governador e a de um ministro não suscita o menor escândalo na mídia --, a gritaria “anti-homofóbica” dá a impressão de que os homossexuais estão sendo abatidos a tiros, nas ruas, por um exército de talibãs cristãos.

Ao longo das últimas décadas, à medida que toda resistência moralista à conduta homossexual cedia lugar à compreensão generosa e à aceitação incondicional, as reivindicações do movimento gay no Ocidente vieram num crescendo, exigindo primeiro a equiparação moral de suas práticas com o casamento heterossexual, depois o ensino do homossexualismo nas escolas infantis, por fim as penas da lei para padres, pastores e rabinos que citem os versículos da Bíblia contrários ao homossexualismo.

O contraste entre discurso e realidade é patente: o movimento gay cresce em arrogância, virulência e pretensões ditatoriais à medida que a sociedade se torna mais tolerante, simpática e subserviente às exigências da comunidade homossexual. Quem diria que a inversão sexual, com tanta freqüência, viesse junto com a inversão mental?

Basta observar esse fenômeno para perceber imediatamente que a alegação característica do discurso gay , de proteger uma comunidade oprimida, é apenas uma camuflagem, um véu ideológico estendido por cima de objetivos bem diferentes, incomparavelmente mais ambiciosos.

Uma pista para a compreensão efetiva do fenômeno são os grupos de intelectuais, políticos e artistas homossexuais, tremendamente poderosos e influentes, que marcaram a história política e cultural do século XX com o culto da supremacia gay . Três deles são particularmente importantes: o círculo de Stefan George na Alemanha, o de André Gide na França e, na Inglaterra, a confraria dos “Apóstolos” de Cambridge. Em cada um dos três casos, a militância pública – sempre do lado errado, nazista ou comunista – encobria uma dimensão mais profunda e mais sinistra, de seita gnóstica empenhada em subjugar a humanidade comum a uma elite homossexual imbuída de um senso de superioridade quase divina.

Voltarei ao assunto quando possível. Por enquanto, basta dizer o seguinte: o atual movimento gay é a materialização possante e assustadora de um projeto de revolução civilizacional que, a pretexto de proteger oprimidos, não hesita em entregá-los às feras quando isso convém à sua grande estratégia. Que esse projeto seja apenas um desenvolvimento específico dentro do quadro maior do movimento revolucionário mundial é algo tão óbvio que não necessita ser enfatizado. Mas, por absoluta incompreensão desse ponto, os adversários do movimento gay, quase sem exceção, têm cometido dois erros monstruosos.

Primeiro: Combatem, junto com o movimento, a homossexualidade em si. Politicamente , isso é loucura. O movimento gay existe há algumas décadas e só em alguns lugares do planeta; o homossexualismo existe por toda parte desde que o mundo é mundo. O primeiro pode ser derrotado; o segundo não pode ser eliminado. Condicionar a vitória sobre o movimento gay à erradicação do homossexualismo é adiar essa vitória para o Juízo Final.

Segundo: Procurando atenuar a má impressão de autoritarismo dogmático que essa atitude inevitavelmente suscita, apressam-se a declarar que respeitam os direitos dos gays e que desejam apenas preservar, lado a lado com eles, os direitos da consciência religiosa. Com isso, igualam o inigualável, negociam o inegociável, nivelam a liberdade de consciência a uma “opção sexual”, à preferência por determinado tipo de prazer erótico. Será preciso lembrar a esses cavalheiros que, privado de satisfação erótica, o ser humano sofre alguma incomodidade, mas, desprovido da liberdade de consciência, perde o último resquício de dignidade, o sentido da vida e a razão de existir?
Em suma: são intransigentes onde deveriam ceder, cedem onde deveriam ser intransigentes, inflexíveis e até intolerantes. Não há nada de mais em aceitar o homossexualismo como uma realidade social que não pode ser erradicada e que, se deve ser combatida, é com todos os cuidados necessários para não ferir e humilhar pessoas. Em contrapartida, tratar como igualmente nobres e respeitáveis o mais elevado princípio da moralidade e o simples direito legal de fazer determinadas coisas na cama é uma inversão hedionda da hierarquia lógica e moral, é uma desobediência acintosa ao Primeiro Mandamento, cuja implicação mais óbvia é o dever incondicional de colocar as primeiras coisas primeiro. Se os adversários do movimento gay querem a proteção de Deus na sua luta, deveriam começar por não ofendê-Lo dessa maneira.

Da minha parte, afirmo que defenderia por todos os meios ao meu alcance o direito que os homossexuais têm de que sua preferência sexual não lhes custe humilhações ou constrangimentos. Mas, tão logo uma dessas criaturas pretendesse igualar ou sobrepor esse direito à liberdade de consciência, da qual ele próprio não é senão uma decorrência lógica aliás bem remota e secundária, eu lhe responderia, na mais polida das hipóteses, com as seguintes palavras:

-- Cale a boca, burro. Não me peça para respeitar um direito que você mesmo, embora talvez sem se dar conta, está pisoteando com quatro patas.






Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade.” 1 Timóteo 3:15
No dia 31 de outubro, a Reforma Protestante completou 492 anos, e como meus dois pastores são também teólogos, o culto de domingo teve como pano de fundo esse grande e importante acontecimento da História do cristianismo.  
Não vou “roubar” o sermão do meu pastor, até mesmo porque jamais conseguiria me expressar como ele, mas quero destacar uma observação que ele fez quando estava terminando sua mensagem. Ele falou sobre os cinco “solas” que são a base da Reforma Protestante e eu acho importante meditar sobre esses pontos, pois são eles que também norteiam nossa vida cristã hoje, ou pelo menos deveria.
As citações que acompanham os tópicos são da Declaração de Cambridge.
Os cinco “solas” são (não necessariamente nessa ordem): 
1 – Sola fide (somente a fé/ fé somente). Isso quer dizer que somos justificados somente pela fé em Cristo.
“Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja, mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima.”   
2 – Sola scriptura (somente a Escritura). A Bíblia tem a primazia antes da Tradição da Igreja. A Reforma não rejeitou a Tradição, porém, em princípios doutrinários no quais ela entra em conflito com a Bíblia, a Bíblia será sempre a resposta final.
“Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado.
Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação”, Declaração de Cambridge.  
3 – Solus Christus (somente Cristo). A salvação é concedida somente por Cristo.
“Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai.
Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada.”
4 – Sola gratia (somente a graça). O homem obtém a salvação pela graça de Deus em Cristo e não pelas próprias obras.
“Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.
Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada.”
5 – Soli Deo gloria (glória somente a Deus). Uma vez que a salvação é efetuada por sua graça e ação, toda glória deve ser dada somente a Deus. Nenhum homem é digno de receber a glória que cabe somente a Ele.
“Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente.
Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho.”
Nada muito complicado, certo?
Na verdade, é tudo simples, porém, é fácil nos esquecermos desses princípios e vivermos a vida cristã de forma narcisista e descomprometida com o que são as doutrinas verdadeiras do cristianismo. Afinal, quantas igrejas hoje falam sobre as doutrinas cristãs? Infelizmente, poucas. Esse assunto é muito “chato” e ninguém se preocupa mais com isso.
Mas conhecer as doutrinas cristãs é fundamental para uma fé sólida e para se viver o cristianismo verdadeiro.
Consideremos isso. Talvez a “reforma” precise começar em nós ainda hoje.
Desiree Froes Rocha
Gestão do Conhecimento
Andrezinho rupereta



1.      INTRODUÇÃO


Romanos 1:17  Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé. (ARC)
Romanos 1:17  visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé. (ARA)
Romanos 1:17 Pois o evangelho mostra como é que Deus nos aceita: É por meio da fé, do começo ao fim. Como dizem as Escrituras Sagradas: "Viverá aquele que, por meio da fé, é aceito por Deus."(BLH)

O que chamaremos de Grito da Reforma é um breve comentário acerca da bandeira que a Reforma Protestante levantou há quase quinhentos anos. Grito porque os ouvidos se faziam surdos naquela época. Grito porque uma voz mais alta precisava ecoar. Grito porque a angústia nas almas era demais. Grito porque a voz necessitava ser ouvida. Na época em que novos continentes estavam sendo descobertos, em que o Brasil aparecia no cenário internacional, o homem descobria o que é liberdade religiosa. Sim, porque o grito da Reforma foi um grito pela liberdade. Liberdade para viver pelas escrituras. Liberdade para viver com Cristo. Liberdade para viver com a graça de Deus. Liberdade para viver pela fé. Se a Reforma seguiu outros caminhos posteriormente, é uma outra história.
Queremos aqui resgatar a essência do que foi a Reforma. O versículo predileto de Martinho Lutero, o “Pai da Reforma”, Romanos 1.17, servirá de base para o nosso estudo. Nele identificaremos quatro frases que tornaram-se a marca registrada deste que foi um dos maiores movimentos religiosos de todos os tempos, que promoveu uma revolução até então impraticável (pelas circunstâncias): solo Cristo (somente Cristo), sola gratia (somente a graça), sola fide (somente a fé), e sola scriptura (somente as Escrituras).

2.      “PORQUE NELE...” SOLO CRISTO

            “Não me envergonho do evangelho de Cristo... porque nele...” (Rm 1.16,17). A frase “porque nele” tanto pode ser referir ao evangelho como a Cristo. A Almeida Corrigida preferiu interpretar que “nele” se refere a Cristo. Já a Almeida Atualizada e a Bíblia Na Linguagem de Hoje preferem entender que a referência é ao evangelho. Para o nosso argumento, ficaremos com a primeira hipótese.
Esta pequena expressão mostra o quanto dependemos de Cristo. Somente Cristo pode nos libertar. A Bíblia diz que muitos se escandalizavam nele (Mt 13.57), cuspiram nele (Mc 14.65); mas o próprio Pilatos não achou nele culpa alguma (Lc 23.22). Descobrimos que nele está a vida (Jo 1.4), todo aquele  nele crer não perecerá (Jo 3.16), todos os que nele crêem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome (At 10. 43), nele vivemos, e nos movemos, e existimos (At 17.28), todo aquele que nele crer não será confundido (Rm 10.11), em tudo fostes enriquecidos nele (1 Co 1.5), nele houve sim (2 Co 1.19), também nos elegeu nele (Ef 1.4), nele também fomos feitos herança (Ef 1.11), nele fostes ensinados (Ef 4.21), seja achado nele (Fp 3.9), nele foram criadas todas as coisas (Cl 1.16), toda a plenitude nele habita (Cl 1.19), devemos também andar nele (Cl 2.6), Qualquer que permanece nele não peca (1 Jo 3.16).
Nele, como referência a Cristo, tem um impacto tão forte, que o próprio Martinho Lutero abria mão de ter a glória de ver discípulos seus denominados luteranos, para poder enfatizar isto:

“A primeira coisa que peço é que as pessoas não façam uso do meu nome e não se chamem luteranas, mas cristãs. Que é Lutero? O ensino não é meu. Nem fui crucificado por ninguém. [...] Como eu, miserável saco fétido de larvas que sou, cheguei ao ponto em que as pessoas chamam os filhos de Cristo por meu perverso nome?” (Teologia dos Reformadores, Timothy George, página 55)

            O que Lutero queria mostrar era justamente isto: nada poderia substituir o lugar de Cristo no papel redentor. Nem ele próprio, Lutero, ardoroso defensor desta tese! Somente Cristo pode realizar aquilo que nenhum outro poderia fazer – ou seja, morrer na cruz por todos nós. “Nem fui crucificado por ninguém”, ressalta Lutero. Aí encontramos a verdadeira essência do solo Cristo: se todos os mártires que morreram por amor ao evangelho merecem louvores, estes louvores não podem abafar a obra que Cristo fez. Ninguém jamais poderá fazer isso. Por mais que alguém tenha feito, este não fez aquilo que Cristo fez: morrer na cruz em nosso lugar.

3.      “...SE DESCOBRE A JUSTIÇA DE DEUS...” SOLA GRATIA
        
            A Bíblia afirma categoricamente que somos salvos pela graça (Ef 2.10), graça esta que veio por intermédio de Jesus Cristo, e todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça (Jo 1.16,17). Mas o que é a graça? É o favor imerecido de Deus. É uma palavra abundante em o Novo Testamento – aparece cerca de 135 vezes. Representa aquilo que Deus nos dá gratuitamente sem que merecêssemos sequer a trilhonésima parte. À época da Reforma, se contrapunha às indulgências.
            O que eram as indulgências? Em poucas palavras, era o perdão “comprado”. Oficialmente, “a remissão do castigo temporal devido ao pecado cuja culpa já fora perdoada” (Enciclopédia Católica 8, página 783). Ou seja, dentro da teologia romanista, tenta-se mostrar que uma indulgência não é diretamente responsável pelo perdão. Mas ao nível popular era este o objetivo da indulgência. Aproveitando-se dessa situação, foram muitos os abusos cometidos na época da Reforma, comercializando com o povo humilde o perdão de Deus. Ficou célebre a frase de Tetzel: “As indulgências salvam não só os vivos, mas também os mortos. E apenas a moeda tine no fundo do cofre, vossa alma será libertada do purgatório para o Céu” (A Reforma, Abraão de Almeida, página 62). Ora, se era comprado, anulava totalmente a graça divina. “Nenhum deles, de modo algum, pode remir a seu irmão ou dar a Deus o resgate dele  (pois a redenção da sua alma é caríssima, e seus recursos se esgotariam antes)” (Salmos 49:7-8). Na sua tese 36, adverte Lutero: “todo cristão que sente verdadeiro arrependimento pelos seus pecados, tem direto a uma completa remissão do castigo e da culpa, sem que para isso necessite de indulgência”. Ainda na sua tese 21: “os missionários de indulgências, portanto, se iludem quando dizem que pela indulgência do Papa o homem se liberta de todo o castigo e se salva”. O comercio ilícito feito com as indulgências era desta forma atacada por Lutero, na sua tese 28: “o que sucede quando tine a moeda é que a ganância e a avareza aumentam, mas o resultado da intercessão da Igreja está no poder de Deus somente” (A Reforma, Abraão de Almeida, páginas 78 a 92).
Aqui jaz a essência do sola gratia: a salvação é pela graça, não pode ser comprada! Isto demonstra a justiça de Deus. Sendo a salvação pela graça, todos os homens estão nivelados diante de Deus. Ninguém pode argumentar que possui mais direitos dos que outros, devido a uma suposta maior capacidade sua. 
E hoje, parece que elas estão retornando – e pasmem, entre os evangélicos! Quantos pregam que a medida de sua fé é proporcional ao que você pode ofertar! O homem não consegue entender a justiça de Deus. Existe um falso conceito de que o barato não presta. Porém a salvação, o bem mais precioso do ser humano, é inteiramente gratuito. É ajustiça de Deus sendo manifesta de forma poderosa. E o homem necessita descobrir esta justiça!

4.      “...DE FÉ EM FÉ (...) MAS O JUSTO VIVERÁ DA FÉ.” SOLA FIDE

            A expressão de fé em fé mostra que em cada um dos crentes que manifesta esta fé no Salvador, corrobora-se a revelação da justiça de Deus. Devemos ter esta fé de tal forma que passamos a ser sinônimos de fé – o apóstolo Paulo poderia ter escrito “de crente em crente”.  Muitos vivem de sonhos e ilusões, outros vivem em torno de um ideal. Na qualidade de justificados pela graça de Deus, vivemos pela fé. Aqui é mencionado um versículo do Antigo Testamento – mais precisamente do livro de Habacuque. E qual foi o contexto no qual esta expressão de impacto foi pronunciada? Habacuque queria compreender os desígnios de Deus. Como Deus poderia deixar um povo – mesmo que fosse oseu povo eleito – impune? A resposta de Deus deixou Habacuque mais atordoado ainda: o Senhor usaria um povo mais cruel e ímpio – os caldeus. Como poderia isso? Novamente Deus responde de forma retumbante: “Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé”(Hc 2.4). A Bíblia na Linguagem de Hoje dá o verdadeiro sentido: “A mensagem é esta: Os maus não terão segurança, mas as pessoas corretas viverão por serem fiéis a Deus.”
A expressão “de fé em fé” ainda pode ser entendia, como na Bíblia na Linguagem de Hoje: “É por meio da fé, do começo ao fim”. Ou seja, não podemos deixar de demonstrá-la, devemos perseverar.
O justo mostra que a justificação, ou seja, a declaração de que alguém é justo, é feita somente através da fé. Lutero insistia muito nisso. E é por isso que ele, o justo, pode viver. A vida daquele que serve a Deus não tem sentido se não possuir fé. Esta fé o faz caminhar, dia após dia.
Aqui jaz a essência da sola fide. Embora Lutero não tenha inventado tal expressão (era usada já por Agostinho, por exemplo), tornou-se a sua marca registrada. De todos os “gritos” da Reforma, este sem dúvida foi “o mais alto”. Mais alto, porque procurava contrapor às obras meritórias. Conforme declara Efésios 2.8,9: “Porque pela graça sois salvos,por meio da fé; e isso não vem de vós; [é] dom de Deus.  Não vem das obras, para que ninguém se glorie”.

5.      “...COMO ESTÁ ESCRITO...” SOLA SCRIPTURA

Na época da Reforma, a Bíblia estava sujeita à Igreja. Não havia liberdade de interpretação, nem mesma liberdade para a sua leitura. A única tradução tolerada era a latina. Toda a autoridade residia nos concílios. Entre a tradição e o que diziam as Escrituras, era preferível ficar com a tradição da Igreja. A Bíblia ficou sendo um mero produto da igreja.
 Lutero mudou esta visão. Entre a Bíblia e a tradição, ficamos com a Bíblia. Todos os credos, os ditos dos pais a igreja, as decisões conciliares, deviam ser julgadas pela “norma infalível da Palavra de Deus”, e nunca julgá-la.
Lutero ainda ressaltava a inspiração das Escrituras, e não sua aparente produção exclusivamente humana. Também foi o pioneiro em enfatizar o caráter cristocêntrico da Bíblia. “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” (João 5:39).
A expressão grega gegraptai (está escrito) aparece 65 vezes na Bíblia. Jesus mostrou a força desta declaração, ao rechaçar as tentações do diabo usando esta expressão e as Escrituras (Mt 4.1 – 10).
Será que hoje não estamos ferindo a essência do sola scriptura? O uso da Palavra de Deus nos púlpitos está sendo substituído por “chamarizes mais eficazes”. É a Teologia da Prosperidade, são os bailes e shows para atrair fiéis. Isto sem falar numa “tradição evangélica”. O que os primeiros pastores disseram, não deve ser discutido, mesmo que não possua respaldo bíblico. Cada vez mais tentam solapar a autoridade da Bíblia, ao tentar negar-lhe a inspiração divina. É preciso um urgente retorno às Sagradas Escrituras

6.      CONCLUSÃO

Não devemos “parar no passado”. Até porque, mesmo no calor heróico da Reforma, houve erros. A Reforma não foi algo perfeito. Mas devemos buscar nela tudo aquilo que nós perdemos. A “juventude perdida”, em algum lugar da história. Não devemos deixar que o Protestantismo entre em descompasso. Conforme o próprio Lutero afirmava, a Igreja deve estar em constante Reforma. Esta constante reforma não deve descaracterizá-la, antes reafirmar sua identidade. A Igreja hoje se encontra numa crise de identidade. Talvez se faça urgente uma retomada das raízes.





Como você pode acreditar em um Deus que é tão intolerante que providenciaria somente um único caminho de salvação para um mundo. Quem é esse Deus?

Eu não sei porque Deus não nos deu cinco salvadores ou quinze caminhos religiosos para satisfazê-Lo. Eu não conheço a resposta para essa questão.

Eu devo propor uma situação hipotética. Suponha que existe Deus. Inicia-se essa suposição. E suponha que Deus é totalmente, absolutamente santo.  E suponha que esse Deus, não por uma mera necessidade para si mesmo, mas por absoluto amor e bondade cria um mundo. E Ele habita-o com vasto tipo de animais e plantas, e então quando Ele termina seu corado ato da criação, que é uma criatura que Ele molda em sua própria imagem e sopra a essa criatura seu próprio fôlego e dá a essa criatura preeminência sobre toda criação, domínio sobre todo mundo e dá-lhe a tarefa de espelhar, refletir, o próprio caráter de Deus. (Gn 1.27,-30; 2.7)
E Deus gratuitamente enche-lhe de todo tipo de benefícios, mas lhe dá uma restrição que era de não tocar ou comer o fruto proibido, e então Deus volta e suponha que essa criatura totalmente ingrata que deve a seu criador tudo, se vira e agarra isso por querer igualdade com seu Criador, e abertamente, obstinadamente desafia a lei de Deus, e Deus lhe diz que pelo o que fez ele iria morrer. (Gn 2.16-17; 3)

E suponha então que Deus tenha apagado a humanidade da Terra. Isso teria sido perfeitamente justo. Não teria?

Mas suponha que Deus estava tão paciente, tão bondoso, e ele diz: Eu cobrirei a nudez dessa criatura e eu providenciarei um caminho de salvação para ela e prometerei tirar esse pecador ingrato de sua desesperada condição.  Eu vou enviar a esse povo que rejeitou tudo que eu fiz por eles meu único Filho, e Eu vou levar os pecados do meu povo e transferi-los para as costas do meu próprio Filho, que é perfeitamente correto, perfeitamente justo. (Jo 3.16; Is 53)
E eles matam... O Filho. Jesus Cristo.

E Deus diz: Ok! Está certo! Vocês mataram Ele. Mas se vocês somente colocarem a confiança nele, e honrá-lo, eu os perdoarei de todo pecado cometido contra Mim e contra Ele. E darei a vocês vida eterna, onde não haverá mais morte, lágrimas, perversidade, dor, sofrimento, e vocês viverão para sempre e eterna felicidade. Mas meu único pedido é que vocês honrem Aquele que morreu em seu lugar. Buda não morreu por você. Moisés não morreu por você. Maomé não morreu por você. E eu peço-lhes que honrem e sigam meu único Filho. (Romanos 3.25; 5.1, 10; 2 Co 5.18 – 21; Cl 1.20-22)
Você ousaria se levantar diante de Deus no dia do julgamento e dizer: “Deus você não fez o suficiente.” Você olharia para o rosto de Deus e diria: “Um único caminho de salvação não é suficiente?”

Como vamos escapar se negligenciamos tão grande salvação. (Hebreus 2.3)

Amado, eu não acho que as pessoas que acreditam em Cristo são tão melhores do que pessoas que acreditam em algo também, eu não estou falando em superioridade de pessoas. Mas eu estou certo de que magoa o Deus Todo-Poderoso ouvir algum humano fazer sempre menção de Buda como o mesmo fôlego de que Jesus Cristo. Porque só Cristo é sem pecado (1 Pe 2.22). Buda foi um pecador, Buda não pode salvar a si mesmo tampouco alguém também. Maomé foi um pecador e Maomé nunca salvou ninguém. Só Cristo é sem pecado, só Cristo tem oferecido uma expiação, só Cristo tem providenciado Redenção para nós. (Atos 4.12)
Se isso não suficiente para você. Se isso é restrito demais. Então vá por seu próprio caminho, mas esse é o único Caminho que Deus providenciou.
Você o escolhe ou perece.

R.C. Sproul – “Christ the Only Way”

Tradução: Marco A. Duarte Filho
Durante um seminário para casais, perguntaram a uma das esposas:

- "Seu marido lhe faz feliz? Ele lhe faz feliz de verdade?"

Neste momento, o marido levantou seu pescoço, demonstrando total segurança. Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento. Todavia, sua esposa respondeu a pergunta com um sonoro "NÃO", daqueles bem redondos!

Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável.

Eu decido ser feliz! Se tenho hoje minha casa vazia ou cheia: sou feliz! Se vou sair acompanhada ou sozinha: sou feliz! Se meu emprego é bem remunerado ou não: eu sou feliz! Sou casada mas era feliz quando estava solteira. Eu sou feliz por mim mesma.

As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de "experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria e tristeza”. Quando alguém que eu amo morre, eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza. Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar.

Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque eu não soube me dar valor, porque meu marido não é como eu esperava, porque meus filhos não me fazem felizes, porque meus amigos não me fazem felizes, porque meu emprego é medíocre e por aí vai.


Amo a vida que tenho mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros. É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade. Quando eu tiro essa obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar nos ombros. A vida de todos fica muito mais leve. E é dessa forma que consegui um casamento bem sucedido ao longo de tanto
anos.

Nunca deixe nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade!


SEJA FELIZ, mesmo que faça calor, mesmo que esteja doente, mesmo que não tenha dinheiro, mesmo que alguém tenha lhe machucado, mesmo que alguém não lhe ame ou não lhe dê o devido valor.

Peça apenas a Deus que lhe dê serenidade para aceitar as coisas que você não pode mudar, coragem para modificar aquelas que podem ser mudadas e sabedoria para conseguir reconhecer a diferença que existe entre elas.

NÃO REFLITA, APENAS MUDE ! E SEJA FELIZ 


Autor desconhecido.

Andrezinho rupereta...


O Deserto
Vanessa Valencio

Talvez você tenha passado ou ouvia falar de alguém passou pelo tão temido deserto. Hoje isso não é dito nas igrejas, porque vivemos o tempo da teologia da prosperidade, da confissão positiva, da possibilidade de confessarmos aquilo que desejamos e o Senhor nosso empregado nos dará, pois determinamos que aquilo que desejamos, vai acontecer por meio de nossa fé, nos determinamos então irá acontecer, que inversão de valores. Já que somos filhos de Deus logo não vamos experimentar nenhum tipo de sofrimento ou dificuldade.

“Embora Jesus fosse o filho de Deus, teve de aprender por experiência própria o que era obedecer, quando a obediência significava sofrimento”. Hebreus 5.8 - Bíblia Viva

Mas não é isto que a palavra de Deus nos ensina, ela diz que devemos perseveramos em meio às dificuldades e adversidades, Deus estará sempre ao nosso lado, sempre, por mais difícil que seja a situação.
O deserto é um lugar aparentemente de sequidão e dor, de ausência de qualquer manifestação da parte de Deus, em nosso favor.
Mas porque Deus permite ou nos leva ao Deserto?

“Lembre-se de como o Senhor, o seu Deus, os conduziu por todo o caminho no deserto, durante estes quarenta anos, para humilhá-los e pô-los à prova, a fim de conhecer suas intenções, se iriam obedecer aos seus mandamentos ou não”. Deuteronômio 8.2 NVI

Eu tenho feito essa pergunta todos os dias porque estou experimentando o deserto em minha vida.
Hoje tive absoluta certeza da presença do Senhor em minha vida porque olhei com os olhos de Moisés.
Moisés não via a dificuldade, ele enxergava no meio daquelas situações difíceis, o cuidado do Senhor, isto se chama fé, enxergar aquilo que não se vê situações que aos olhos humanos não existe possibilidade de melhora ou de uma saída.
Entendi que tudo que o Senhor quer e que coloquemos toda nossa esperança Nele, dependamos dele nesta situação. Ele cuidará de nós, pois é um Pai de amor.

“Mas Moisés respondeu ao SENHOR: - Com o teu poder tirou do Egito esta gente. Quando os egípcios souberem do que vais fazer com este povo, eles contarão isso aos moradores desta terra. Estes já sabem que tu, ó SENHOR Deus, estás com a gente e que és visto claramente quando a tua nuvem pára sobre nós.E sabem também que vais adiante de nós numa coluna de nuvem de dia e numa coluna de fogo de noite”.
Números 14.13-14.NTLH

Então compreendi que, se eu estiver com calor, ele colocará uma nuvem para me proteger do calor do dia,  e no frio do deserto a noite , ele colocará colunas de fogo para me aquecer, e seu eu sentir fome ele providenciará o maná que descerá do céu para me alimentar.
Então não há com que nos preocuparmos o deserto serve para nós cristãos tão somente confiemos em Deus e em seu amor, para que possamos dizer a outros, passei pelo deserto, mas pude contemplar a terra prometida, no meio deste deserto que atravesso, posso viver para a glória de Deus. Viva para glória de Deus, isto facilitará a sua caminhada neste deserto que neste momento você e eu estamos passando.
A paz do Senhor a todos...

Fonte: Vanessa Valencio.
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