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Texto: Fp 1.12 Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho; Fp 1.13  de maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriana e de todos os demais; Fp 1.14  e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a palavra de Deus.

Introdução:

Sofrimentos e privações são situações que não gostamos de passar, se fizermos uma rápida pesquisa, aqui entre nós, poderemos constatar que nenhum de nós, quer ou deseja estar em tais situações. O Pastor Russell Shedd ao expor o texto de 2Co 4.16 explica que “Se a gente quer glória na vida vindoura, [devemos] esperar sofrimento nesta vida, especialmente, o sofrimento da perseguição.” [i]. O sofrimento é um tema comum nas escrituras, nós é que não temos uma teologia de sofrimento, isto fica evidente ao estudarmos a vida dos patriarcas, dos profetas, de Jesus, dos apóstolos e da igreja primitiva.

Quem de nós não quer uma vida um pouco melhor, é lógico que todos nós queremos quem não quer os milagres de Deus, quem não quer uma vida bem sucedida, quem não quer uma vida sem stress neste nosso século, se você fizer uma pesquisa, você a de constatar que os livros mais vendidos são aqueles que nos falam de como sermos bem sucedidos ou de como termos uma vida sem stress. Para nós é um absurdo, termos um Deus todo poderoso, que permite os nossos sofrimentos e privações.  “Tente excluir a possibilidade de sofrimento que a ordem da natureza e a existência do livre-arbítrio envolvem e descobrirá que excluiu a própria vida” (C.S.Lewis). O que temos de entender é que o sofrimento faz parte de nossa vida e de nosso crescimento como ser humano.

O nosso grande problema é que queremos uma formula mágica ou uma pílula que nos traga alivio, mas não existe uma resposta pronta, cada caso é um caso, e Deus trata cada um de nós de forma diferente. A única certeza que podemos ter diante de tais situações é que o nosso Deus é soberano e está no controle de todas as coisas e o poder dele que em nos habita nos capacitará a suportarmos tais sofrimentos e privações, isto não significa que devemos permanecer inertes, isto não significa que devemos ficar cultivando nossas dores e perdas, antes por termos tal certeza devemos avançar, lutar e prosseguir em conhecer o nosso Deus e o Nosso Senhor Jesus. 

1-Você tem uma teologia de sofrimento? V.12

O que é teologia definição do termo:
Teologia (do grego θεóς, transl. theos = "divindade" + λóγος, logos = "palavra", por extensão, "estudo, análise, consideração, questionamento sobre alguma coisa ou algo"), no sentido literal, é o estudo sobre a divindade.

A Teologia é o conhecimento sistematizado de Deus de quem, por meio de quem, e para quem são todas as coisas - Louis Berkhof [ii]

Teologia sistemática é qualquer estudo que responda à pergunta “O que a totalidade da Bíblia nos diz hoje” John Frame. [iii]

Jesus e os apóstolos tinham uma teologia para o sofrimento. Jo 16.32; Rm 8.18; 2Co 2.4; Cl.1.24; 2Tm 1.8; 2Tm 2.3; 2Tm 3.10-12; 1Pe 4.12-16; 1Pe 5.8-11

Uma teologia de sofrimento saudável nos convoca a perseverarmosO escritor aos Hebreus convocou os judeus messiânicos que estavam sofrendo uma perseguição implacável, a perseverarem, pois eles estavam a ponto de abandonar sua fé em Jesus, o Messias e voltar ao judaísmo por causa do sofrimento que estavam passando. Hebreus 10.32-39 

“Assim, tendo sido entregue nas mãos do carcereiro, fui levado para a prisão e tenho estado aqui, por doze anos completos, aguardando para ver o que Deus permitirá que estes homens façam comigo” John Bunyan [iv]

2-Apesar das ameaças e do sofrimento, Deus continua trabalhando. V.13-14

O sofrimento não deve nos paralisar.

Paulo encontra-se preso, mas isto não é nenhum problema para ele, Cristo continua sendo anunciado. Paulo tinha todos os motivos para desistir - mas não desistiu. Ele continuou firme diante de tais circunstancia e tinha certeza que o motivo de sua prisão e sofrimento era por causa de sua proclamação de que Jesus era o Cristo.

A sua prisão não foi motivo para desistir, ele olhava o seu encarceramento como uma oportunidade para anunciar o evangelho e a salvação existente em Jesus, o Cristo.

As ameaças eram constantes, mas isto inspira a igreja a proclamar a salvação existente em Jesus, o Cristo. Atos 4.24-31.

Aplicação:

As escrituras nos revelam um Deus poderoso que cuida de seus filhos, mesmo que a nossa situação atual seja de grande sofrimento, amargura, solidão e privações. Deus está no controle e o seu Espírito Santo que em nós habita é a garantia que podemos suportar. Ele é a garantia que teremos alegria e paz mesmo diante de grandes calamidades que podemos sofrer ou estamos sofrendo.

Paulo explicou aos seus irmãos que estava bem e que deveriam se alegrar diante de situações difíceis. Os problemas não podem ser desculpa para você para. Eles não são desculpa para você desistir. Eles devem ser motivações para você continuar confiando em Deus. Paulo nunca negou que não tivesse tido tristeza ou alegrias, o que aprendemos com Paulo e que o nosso foco não deve ser as nossas emoções, mas no Deus que tudo controla. 

Paulo extrai força de sua convicção e de sua dependência da Soberania de Deus. Ele não é refém de suas emoções ou das situações.

Conclusão:

Alegrai-vos nos Senhor este é o grande principio ensinado por Paulo. 

Andrezinho Rupereta


[ii] Teologia Sistematica – Louis Berkhof – Editora Cultura Cristã.

[iii] Citado por Wayne Grudem em Manual de Teologia Sistematica – Editora Vida.

[iv] Graça Abundante ao Principal dos Pecadores - Uma autobiografia de John Bunyan, um grande pregador puritano batista, nascido na Inglaterra em 1628, que foi preso por pregar a Palavra de Deus, não sendo ordenado um ministro pela Igreja da Inglaterra. Publicado originalmente em 1666, o livro revela a peregrinação espiritual de Bunyan, que ficou preso por 12 anos, e descreve seu longo e dramático processo de conversão, suas lutas espirituais, suas tentações, seu crescimento na fé e compreensão da Palavra de Deus, e seu chamado para o ministério da pregação.

Antes de qualquer coisa, leia o texto de Filipenses 1.9-11.
Eis o resumo e a aplicação das verdades que encontramos neste texto.

Como aumentar o amor - Amando as pessoas da Santíssima Trindade, isto é à base da vida cristã, sem este fundamento, nada do que você fizer, terá valor algum.
Ame seu próximo de uma forma incondicional, em qualquer ambiente você pode amar principalmente seus inimigos. Jesus é o seu exemplo neste quesito amar ao próximo.

Adquira conhecimento e aprenda a discernir o mundo a sua volta - Neste contexto Paulo aponta para um conhecimento moral segundo os princípios de Deus, conhecimento que adquirimos por meio da revelação completa de Deus registrada nas escrituras, ao nos apropriarmos deste conhecimento, poderemos mudar nosso estilo de vida. Com este conhecimento de Deus e de seus princípios morais, poderemos julgar o mundo ao nosso redor e fazermos as escolhas certas que agradam a Deus e sejamos encontrados como pessoas sinceras e inculpáveis diante de uma geração má.

Aguarde, pois teu Noivo vem. - Tenha esperança o teu Noivo virá para te buscar, aguarde por ele de uma forma ansiosa, pois a qualquer momento, Ele chegará, faça desta verdade a sua bendita esperança.

Você tem dado os frutos devidos? - O que Deus espera de cada um de nós são frutos, e frutos de justiça, mas tenha sempre isto em mente, o verdadeiro fruto só é capaz de aparecer se você estiver conectado a Videira, pois o fruto verdadeiro só pode ser evidenciado se for por intermédio dele Jesus, não é por meio de sua própria força que você irá gera tais frutos, isto só é possível, por meio do Espírito Santo que se encontra em nós.

A maior de todas as suas motivações - Todas estas verdades ao serem praticadas, devem ter como maior motivação, a glória e o louvor a Deus. Para isto fomos criados, para isto fomos salvos, para isto seremos ressuscitados e para isto teremos toda uma eternidade - declara a todos a Glória de Deus.


Andrezinho Rupereta.

O inverno as árvores e eu.

... Aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo.
Filipenses 1.6

Inverno que estação maravilhosa!

Você sabe o que eu acho lindo no inverno? Não!  As árvores.

Eu fico admirado com a sua transformação. Com a chegada do inverno, as árvores sofrem uma transformação brusca, suas folhas caem, e sua beleza se vai, ventos, temperaturas baixas e noites mais longas, parecem ser dias angustiantes para uma árvore. Sua aparência não é mais agradável, transmitindo uma idéia de que a sua vida está se extinguindo.

Mas, no inverno, que aparentemente é terrível para as árvores, algo está acontecendo, existe vida em seu interior, externamente não conseguimos perceber, mas lá dentro existe vida. Deus está trabalhando.

Com o passar dos dias, ela vai se adaptando, mesmos com um frio intenso, a vida começa a brotar e aquilo que era belo, e tornou-se horrível, novamente começa a se tornar algo singelo, e de uma beleza espetacular, a vida que estava em seu interior, começou a transformar novamente seu exterior, Deus continua trabalhando.

Assim como as árvores, existem tempos, em minha vida, que se parece com o inverno que as árvores enfrentam. Tempo em que o frio é intenso, e as noites se tornam longas, são tempos difíceis, como o das árvores, minhas folhas caem, deixando que meu interior seja visto. Não existe mais beleza, não existe mais glória, só existe a vida que Ele sustenta dentro de mim.

Ele continua agindo, Ele continua por pura graça e misericórdia, contribuindo para esta nova transformação.

O inverno pode ser longo, com temperaturas baixíssimas, porém ele é necessário, para que aja uma nova transformação, para que aja renovação, para que a vida existente em meu interior brote novamente de uma forma singela e bela.  E assim como uma árvore que no tempo correto nos prestigia com seus frutos, que eu também possa por meio DELE - gerar o fruto por Ele desejado.

Que venha o inverno, pois com ele virá um tempo de renovação.

Andrezinho rupereta.

Podemos também notar que sinais em si mesmo não criam fé nos corações dos observadores, podendo mesmo endurecê-los, como no caso de Faraó. Noutras palavras, até sinais espetaculares como os das pragas do Egito e os milagres de Cristo, em si mesmo não promovem a fé. Por que? 

Porque o poder que salva pecadores não é visto em nenhum dos milagres contemporâneos, mas somente na morte de Cristo na cruz. 

Por esta razão Paulo, o apóstolo, disse aos coríntios:

"Os judeus pedem sinais miraculosos, e os gregos procuram sabedoria; nós, porém, pregamos a Cristo crucificado, o qual, de fato, é escândalo para os judeus e loucura para os gentios mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus." 1Co.1.22-24

Extraído do livro "Religião de Poder"   - James M. Boice.

Andrezinho rupereta.

Já dissemos que há em Efésios 5 um aspecto da morte de Cristo que, até certo ponto, é diferente daquele que já estudamos em Romanos. Contudo, este aspecto é realmente o que visa nosso estudo de Romanos, e veremos que é nesta direção que Romanos nos leva, já que a redenção nos leva de volta ao propósito original de Deus.

No capítulo 8, Paulo diz que Cristo é Filho primogênito entre muitos "filhos de Deus" (Rm8.14), guiados pelo Espírito."Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou"  (Rm 8.29,30). Aqui vemos que a justificação leva à glória, glória que se expressa, não em um ou mais indivíduos, mas numa pluralidade: em muitos que manifestam a imagem de Um. 

Este alvo da nossa redenção é, além disso, expresso no "amor de Cristo" pelos que são Seus, descrito nos últimos versículos do capítulo (8.35-39). O que está implícito aqui se torna explícito quando passamos ao capítulo 12, que trata do Corpo de Cristo.

Depois dos oito capítulos iniciais de Romanos já estudados aqui, segue-se um parêntese em que se consideram as relações soberanas de Deus com Israel, antes de se voltar ao tema dos capítulos originais. Assim, para o nosso propósito atual, o argumento do capítulo 12 segue o do capítulo 8 e não o do capítulo 11. Poderíamos fazer um resumo em conjunto destes capítulos, de maneira muito simples: Os nossos pecados são perdoados (cap. 5), estamos mortos com Cristo (cap. 6), por natureza estamos totalmente incapacitados (cap. 7), portanto, dependemos do Espírito Santo que em nós reside (cap. 8), em conseqüência do que "somos um corpo em Cristo"  (cap. 12). E como se isto fosse o resultado e a expressão de tudo o que precedeu, e o alvo visado desde o princípio. Romanos 12 e os capítulos seguintes contêm algumas ilustrações muito práticas para a nossa vida e o nosso andar.

Estas são introduzidas com uma ênfase repetida que se dá à consagração. Em 6.13, Paulo diz: "Oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus como instrumentos de justiça". Mas agora, no capítulo 12.1, a ênfase é um pouco diferente: "Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos a Deus por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional". Neste novo apelo à consagração, somos chamados "irmãos", ou seja, há um relacionamento mental com os "muitos irmãos" de 8.29. O apelo visa que façamos, num passo unido de fé, a apresentação
dos nossos corpos como "sacrifício vivo" a Deus. Isto vai além do meramente individual, porque implica a contribuição a um todo. 

O "oferecimento" é individual e pessoal, mas o "sacrifício" é coletivo; é um só sacrifício. Nunca devemos sentir que a nossa contribuição é desnecessária, porque se contribui para o serviço a Deus, Ele fica satisfeito. É no culto e no servir que experimentamos "qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (12.2), ou, noutras palavras, compreendemos o propósito eterno de Deus em Cristo Jesus. Assim, o apelo de Paulo a "cada um dentre vós" (12.3) está à luz deste fato divino, que "nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo, e membros uns dos outros" (12.5) e é nesta base que se seguem as instruções práticas.

O vaso através de que o Senhor Jesus pode revelar-Se a esta geração não é indivíduo, e, sim, o Corpo. Deus repartiu a cada um segundo a medida da fé (Rm 12.3) mas, só e isolado, o homem nunca pode cumprir o propósito de Deus. E necessário um Corpo completo para atingir a estatura de Cristo e manifestar a Sua glória. Oxalá pudéssemos verdadeiramente sentir isto!

Assim sendo, Romanos 12.3-6 tira da ilustração do corpo humano a lição da nossa interdependência. Os cristãos individuais não são o Corpo; são membros do Corpo, e, num corpo humano, os membros não têm todos a mesma função. O ouvido não deve imaginar-se olho. Nenhuma oração pode fazer com que o ouvido veja, mas, através do olho, o corpo inteiro poderá ver. Assim, figurativamente falando, talvez tenha apenas o dom de ouvir, mas posso ver através de outros que têm o dom da vista; ou, talvez posso andar, mas não possa trabalhar, de modo que recebo ajuda das mãos.

Este não é apenas um pensamento consolador: é um fator vital na vida do povo de Deus. Não podemos prosseguir uns sem os outros. É por esta razão que a comunhão pela oração é tão importante. A oração em conjunto nos oferece o auxílio do Corpo inteiro, como se vê em Mt 18.19,20. Confiar no Senhor, por si só, talvez não seja suficiente: devo reunir minha confiança à de outros irmãos. Devo aprender a orar o "Pai nosso..." na base da unidade do Corpo, porque sem o auxílio do Corpo não posso prevalecer e triunfar. Isto se torna ainda mais evidente na esfera do serviço.

Sozinho não posso servir eficientemente ao Senhor, e Ele tudo fará para me ensinar esta verdade. Ele porá termo a certas coisas, permitindo que se fechem portas e deixando-me redobrar em vão os meus esforços, até que eu compreenda que necessito do auxílio do Corpo, assim como preciso do Senhor. A vida de Cristo é a vida do Corpo, e os Seus dons nos são concedidos para que contribuamos à edificação do Corpo. O Corpo não é uma ilustração e, sim, uma realidade. A Bíblia não diz apenas que a Igreja é como um corpo; diz que é o Corpo de Cristo. "Nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros". Todos os membros juntos formam o Corpo, porque todos participam da vida dEle — como se Ele mesmo fosse distribuído entre os Seus membros. 
    
Encontrava-me certa vez com um grupo de crentes chineses que achavam muito difícil compreender como o Corpo pode ser um quando os membros são homens e mulheres individuais e separados. Certo domingo, estava para partir o pão à Mesa do Senhor, e pedi-lhes que olhassem muito bem o pão antes de este ser partido. Então, depois de o pão ter sido distribuído e comido, fiz notar que, embora ele estivesse dentro de cada um deles, ainda era um só pão, e não muitos. O pão estava dividido, mas Cristo não está dividido, nem sequer no sentido em que foi partido o pão. Ele continua sendo Espírito em nós, e nós todos somos um nEle. Esta condição é a oposta do homem natural. Em Adão, eu tenho a vida de Adão, mas esta vida é essencialmente individual.

No pecado, não existe união, nem comunhão: Há apenas o interesse próprio, e a desconfiança dos outros. Na medida em que prossigo com o Senhor, passo a ver que não somente deve ser considerado e resolvido o problema do meu pecado e da minha força natural, como também o problema criado pela minha vida "individual", a vida que é suficiente em si mesma e que não reconhece precisar do Corpo e de ser unida a Ele. Talvez tenha solucionado os problemas do pecado e da carne sem, contudo, deixar de ser um individualista convicto. Desejo para mim mesmo, pessoal e individualmente, a vitória e a vida frutífera, sem dúvida pelos mais puros motivos; tal atitude, porém, não leva em conta o Corpo, não podendo, portanto, dar satisfação a Deus. Nesta questão também, é mister que Ele faça com que eu sinta a Sua vontade, senão, permanecerei em conflito com os Seus objetivos.Deus não me censura por ser um indivíduo, e, sim, pelo meu individualismo. O Seu maior problema não são as divisões exteriores e as denominações que dividem a Sua Igreja, e, sim, os nossos próprios corações individualistas.

Sim, quanto a esta questão, a Cruz tem que fazer a sua obra, fazendo-me lembrar que, em Cristo, eu morri para aquela antiga vida de independência que herdei de Adão, e que, pela ressurreição, não me tornei apenas um crente individual em Cristo, mas também um membro do Seu Corpo. Há uma vasta diferença entre as duas posições. Quando percebo isto,imediatamente deixo de lado esta vida de independência, e procuro a comunhão. A vida de Cristo em mim gravitará para a vida de Cristo nos outros. Já não possuo ponto de vista individualista. Os ciúmes se desvanecem. A competição cessa. Acaba-se a obra particular Já não importam os meus interesses, as minhas ambições, as minhas preferências. Já não importa qual de nós realiza a obra. O que interessa é que o Corpo cresça.

Eu disse: "Quando percebo isto..." É esta a grande necessidade: perceber o Corpo de Cristo como outro grande fato divino; ter profundamente gravado em nosso espírito,   por revelação celestial, que "nós, conquanto muitos, somos um só Corpo em Cristo". Somente o Espírito pode nos revelar isto, intimamente, em todo o seu significado e, quando o fizer, isso revolucionará a nossa vida e a nossa obra.

Três homens morrem na mesma hora e vão para o céu, chegando na porta do céu Jesus veio recebê-los e disse:
- Irei fazer a mesma pergunta a cada um de vocês e a sua resposta, determinará seu destino eterno.
Então Jesus pergunta ao primeiro homem:
- POR QUE DEVO DEIXA VOCÊ ENTRAR NO MEU CÉU?
Então aquele homem sorriu e disse:
- Por eu creio e tenho fé.
Então Jesus disse:
-Você quer entrar no meu céu baseado em algo em você mesmo?
E o homem disse:
- Sim.
Então Jesus disse:
- Ninguém entra no meu céu baseado em algo nele mesmo. Então Cristo enviou aquele homem para o inferno.
Então Jesus olhou para o segundo homem e disse:
- POR QUE EU DEVERIA DEIXAR VOCÊ ENTRAR EM MEU CÉU?
O homem então disse:
- Eu não somente acreditei no Senhor como também lhe obedeci.
Então Jesus disse:
Você gostaria de entrar no meu céu baseado em seu próprio esforço, gostaria de lhe explicar ninguém entra no meu céu baseado naquilo que fez; então Jesus envia aquele homem para o inferno.
Então Jesus olhou para o terceiro homem e disse:
- POR QUE EU DEVERIA DEIXAR VOCÊ ENTRA EM MEU CÉU?
Então aquele homem baixou a cabeça e disse:
- Eu não consigo pensar em uma razão, a não ser que o Senhor prometeu, que se eu coloca-se minha confiança no Senhor, o Senhor me daria a sua retidão, por causa daquilo que o Senhor fez na cruz por mim, que o Senhor me salvaria; o Senhor me prometeu.
Então Jesus disse para este homem:
- Você quer entrar no meu seu por causa de algo que eu fiz?
E o homem disse:
- É a única coisa que eu tenho!
Jesus então diz:
- Isto é tudo que você precisa. Então deu bem vindo a ele, e deixou entrar no céu.
Como escreveu o autor de um antigo hino diz:
“Minha esperança descansa sobre na mais do que o sangue de Cristo e sua retidão”

Não brinque com sua alma.

Ilustração usada por Don Klister em um sermão pregado na Conferência Fiel 2010 “O Caminho de Deus”.

Andrezinho Rupereta.

Deus é grande , e não podemos compreendê-lo 
 Jó 36.26


Sim por mais que eu tente, nunca conseguirei compreendê-lo totalmente.


Devo antes descansar em sua soberana vontade e confiar cegamente Nele, sim, meu Deus tem tudo sobre seu controle, Ele nunca será pego de surpresa, o que é mais difícil, nesta realidade suprema, e que eu sou uma pessoa que não gosto de me submeter a vontade dele, eu sou rebelde, a minha natureza pecaminosa gosta de estar em total controle, seja qual for a situação, e muito difícil para pecadores como eu, se dobra diante daquele que tem todo poder. Sou fruto de sua criação, ele detém os direitos, sou fruto de sua vontade, mas às vezes me acho dono da situação, e não gosto de me submeter, mas a submissão é o meio para Ele quebrar meu orgulho e minha prepotência.

 
Hoje eu compreendo a verdade revelada pelos lábios de Jesus “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”; tem coisa mais dolorosa que estas palavras para quebrar pessoas orgulhosas e tão cheias de pecados como eu. Definitivamente não!

Por diversas maneiras eu reluto contra esta verdade, me machuco, como diz um dito popular ‘dou murro em ponta de faca’, me julgo capaz de viver fora da vontade revelada, por meu Deus, e meu Criador.

Descobri por meio das escrituras, que Deus tem seus meios e métodos para nos chamar a atenção, e nos fazer voltarmos para Ele, veja o que Eliú em sua repreensão a Jó nos revela, ele diz:

Pois a verdade é que Deus fala, ora de um modo, ora de outro, mesmo que o homem não o perceba. Jó 33.14

Os meios pelos quais Deus fala:
  1. Por meio de sonhos e visões – Jó 33.15 -18.
  2. Por meio da dor – Jó 33.19 -22.
  3. Por meio de Anjos – Jó 33.23 – 24.
  
Deus pode usar algumas destas situações, ou qualquer outro meio que Ele queira, Ele é Deus, Ele pode tudo, eu é que muitas vezes quero governá-lo, quero decidir, o que Ele deve fazer ou não, com a minha vida, pobre pecador que sou minha mente finita não pode compreendê-lo.


Tenho certeza de uma coisa, diante desta tão difícil situação, Ele não me desprezará, Ele fará o que for necessário para me ajustar dentro de sua vontade, nem que seja me levar ao mais profundo abismo, ou o vale da sombra da morte, não sei quais serão os seus meios, mas Ele fará, ainda que  “sua (minha) alma se aproxima da cova, e a sua vida, dos que trazem a morte. – Jó 33.22”. Ele não desistirá.

Não sei quais são os meios, pelos quais Deus tem te chamado, mas de uma coisa tenho certeza, Ele não te desprezará, Ele fará o que for necessário para tê-lo ao seu lado, Ele não desistirá de você, pois Ele é firme em seus propósitos.

“Se pecares, que mal farás contra ele? Se crescerem tuas transgressões, que lhes fará com elas? Se fores justo, que lhe darás ou que receberá ele da tua mão?” Jó 35.6-7

O que você fizer não o atingirá, o seu pecado fará mal somente a você mesmo, e sua justiça atingirá outras pessoas, Deus não se moverá pelo que você faz ou deixe de fazer, Ele se moverá porque Ele é Deus e decidiu fazer o que lhe apraz, você não é e nunca será o centro.

Diante disto tudo, ore.

Busque refúgio em sua palavra.

Arrependa-se, humilhe-se, deixe seu orgulho de lado, submeta-se, e ao seu tempo, Ele se moverá e executará sua vontade, pois Ele é Deus e não há outro como Ele, que domina os céus e a terra, para louvor de sua glória.

Pois como disse Eliú:

“Deus é muito poderoso, mas não despreza ninguém; ele é poderoso e firme em seus propósitos. – Jó 36.5”.




Deus os abençoe - Andrezinho rupereta



Durante um seminário para casais, perguntaram a uma das esposas:

- "Seu marido lhe faz feliz? Ele lhe faz feliz de verdade?"

Neste momento, o marido levantou seu pescoço, demonstrando total segurança. Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento. Todavia, sua esposa respondeu a pergunta com um sonoro "NÃO", daqueles bem redondos!

Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável.

Eu decido ser feliz! Se tenho hoje minha casa vazia ou cheia: sou feliz! Se vou sair acompanhada ou sozinha: sou feliz! Se meu emprego é bem remunerado ou não: eu sou feliz! Sou casada mas era feliz quando estava solteira. Eu sou feliz por mim mesma.

As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de "experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria e tristeza”. Quando alguém que eu amo morre, eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza. Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar.

Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque eu não soube me dar valor, porque meu marido não é como eu esperava, porque meus filhos não me fazem felizes, porque meus amigos não me fazem felizes, porque meu emprego é medíocre e por aí vai.


Amo a vida que tenho mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros. É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade. Quando eu tiro essa obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar nos ombros. A vida de todos fica muito mais leve. E é dessa forma que consegui um casamento bem sucedido ao longo de tanto
anos.

Nunca deixe nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade!


SEJA FELIZ, mesmo que faça calor, mesmo que esteja doente, mesmo que não tenha dinheiro, mesmo que alguém tenha lhe machucado, mesmo que alguém não lhe ame ou não lhe dê o devido valor.

Peça apenas a Deus que lhe dê serenidade para aceitar as coisas que você não pode mudar, coragem para modificar aquelas que podem ser mudadas e sabedoria para conseguir reconhecer a diferença que existe entre elas.

NÃO REFLITA, APENAS MUDE ! E SEJA FELIZ 


Autor desconhecido.

Andrezinho rupereta...


O Deserto
Vanessa Valencio

Talvez você tenha passado ou ouvia falar de alguém passou pelo tão temido deserto. Hoje isso não é dito nas igrejas, porque vivemos o tempo da teologia da prosperidade, da confissão positiva, da possibilidade de confessarmos aquilo que desejamos e o Senhor nosso empregado nos dará, pois determinamos que aquilo que desejamos, vai acontecer por meio de nossa fé, nos determinamos então irá acontecer, que inversão de valores. Já que somos filhos de Deus logo não vamos experimentar nenhum tipo de sofrimento ou dificuldade.

“Embora Jesus fosse o filho de Deus, teve de aprender por experiência própria o que era obedecer, quando a obediência significava sofrimento”. Hebreus 5.8 - Bíblia Viva

Mas não é isto que a palavra de Deus nos ensina, ela diz que devemos perseveramos em meio às dificuldades e adversidades, Deus estará sempre ao nosso lado, sempre, por mais difícil que seja a situação.
O deserto é um lugar aparentemente de sequidão e dor, de ausência de qualquer manifestação da parte de Deus, em nosso favor.
Mas porque Deus permite ou nos leva ao Deserto?

“Lembre-se de como o Senhor, o seu Deus, os conduziu por todo o caminho no deserto, durante estes quarenta anos, para humilhá-los e pô-los à prova, a fim de conhecer suas intenções, se iriam obedecer aos seus mandamentos ou não”. Deuteronômio 8.2 NVI

Eu tenho feito essa pergunta todos os dias porque estou experimentando o deserto em minha vida.
Hoje tive absoluta certeza da presença do Senhor em minha vida porque olhei com os olhos de Moisés.
Moisés não via a dificuldade, ele enxergava no meio daquelas situações difíceis, o cuidado do Senhor, isto se chama fé, enxergar aquilo que não se vê situações que aos olhos humanos não existe possibilidade de melhora ou de uma saída.
Entendi que tudo que o Senhor quer e que coloquemos toda nossa esperança Nele, dependamos dele nesta situação. Ele cuidará de nós, pois é um Pai de amor.

“Mas Moisés respondeu ao SENHOR: - Com o teu poder tirou do Egito esta gente. Quando os egípcios souberem do que vais fazer com este povo, eles contarão isso aos moradores desta terra. Estes já sabem que tu, ó SENHOR Deus, estás com a gente e que és visto claramente quando a tua nuvem pára sobre nós.E sabem também que vais adiante de nós numa coluna de nuvem de dia e numa coluna de fogo de noite”.
Números 14.13-14.NTLH

Então compreendi que, se eu estiver com calor, ele colocará uma nuvem para me proteger do calor do dia,  e no frio do deserto a noite , ele colocará colunas de fogo para me aquecer, e seu eu sentir fome ele providenciará o maná que descerá do céu para me alimentar.
Então não há com que nos preocuparmos o deserto serve para nós cristãos tão somente confiemos em Deus e em seu amor, para que possamos dizer a outros, passei pelo deserto, mas pude contemplar a terra prometida, no meio deste deserto que atravesso, posso viver para a glória de Deus. Viva para glória de Deus, isto facilitará a sua caminhada neste deserto que neste momento você e eu estamos passando.
A paz do Senhor a todos...

Fonte: Vanessa Valencio.

Ações de graças
David Searle


Num domingo de abril, um homem piedoso, o Rer.Dr.Hall, subia o monte Snowdon para completar o nascer do sol naquela manhã de páscoa. Quando ele e seu companheiro chegaram ao cimo, encontraram algumas centenas de pessoas que também tinham subido para ver o sol nascer glorioso sobre os picos das montanhas galesas. Alguém reconheceu o Dr.Hall e o convidou a pregar um sermão. Ele declinou do convite, mas disse que ofereceria ações de graças pela ressurreição de Cristo.
Ele orou por vários minutos agradecendo a Deus a dádiva de seu Filho, o grande amor do Salvador ao carregar sobre si nosso pecado, e em seguida se pôs em atitude de adoração perante Cristo ressurreto. Quando terminou sua oração de ações de graças e louvor, notava-se que muitos rostos estavam banhados de lágrimas. Alguns anos depois ele subiu novamente o monte Snowdon para ver a mesma cena do romper do sol. Um ministro local o reconheceu e lhe perguntou se ele se lembrava de sua experiência anterior no monte Snowdon, passados alguns anos. Ele disse que se lembrava.
"O senhor ficou sabendo -, informou o homem da região – que, quando orou naquele dia, quarenta pessoas se converteram? – Isto foi maravilhoso – disse o Dr.Hall – Mais maravilhoso do que o senhor imagina -, disse o ministro local. "Todos aqueles convertidos falavam o dialeto galês e não conheciam uma única palavra em inglês. O Espírito Santo falou a eles e abriu seu coração, enquanto o senhor oferecia a oração de ações de graças.
Ore no Espírito em todas as ocasiões com todas as formas de orações e petições. Súplicas, orações, intercessões e ações de graças
Fonte: Na força do seu poder – David Searle – Editora Cultura Cristã.
Andrezinho rupereta.
Carta ao apóstolo Paulo,
Charles Phinney
Igreja Presbiteriana da Ásia Menor
Comitê de Missões
 
Paulo, o apóstolo

a/c de Áqüila, o fabricante de tendas
Corinto, Grécia 

Caro Paulo, 

Recentemente recebemos uma cópia de sua carta aos gálatas. O comitê me orientou a informá-lo de várias coisas que nos preocupam profundamente: 

Inicialmente, consideramos sua linguagem um tanto desequilibrada. Na carta, após a breve saudação aos gálatas, você imediatamente ataca seus oponentes afirmando que eles “querem perverter o evangelho de Cristo”. Então diz que esses homens deveriam ser considerados “malditos”; e, em outro lugar, você faz referência a “falsos irmãos”. Não seria mais caridoso lhes dar o benefício da dúvida — pelo menos até a Assembléia Geral ter investigado e julgado o assunto? Para piorar a situação, você ainda diz: “Quanto a esses que os perturbam, quem dera que se castrassem!” (5:12, NVI). Essa declaração é apropriada para um ministro cristão? A observação parece muito áspera e desamorosa. 

Paulo, temos realmente sentido a necessidade de preveni-lo sobre o tom de suas epístolas. Você confronta as pessoas de maneira áspera. Em algumas cartas você chegou até a mencionar nomes; essa prática tem, sem dúvida, angustiado os amigos de Himeneu, Alexandre e de outros. Afinal, muitas pessoas foram apresentadas à fé cristã pelo ministério desses homens. Embora alguns dos nossos missionários tenham manifestado lamentáveis deficiências, quando você fala desses homens de forma depreciativa só pode provocar sentimentos ruins. 

Em outras palavras, Paulo, creio que você deveria se esforçar para ter uma postura mais moderada em seu ministério. Você não deveria tentar ganhar os que estão no erro demonstrando um espírito brando? Neste momento é provável que você tenha alienado os judaizantes a ponto deles não mais o ouvirem. 

Por causa de sua sinceridade exagerada no falar, você também diminuiu suas oportunidades de influenciar futuramente a igreja como um todo. Se tivesse atuado de forma menos franca, sua presença poderia ser solicitada para integrar um comitê do presbitério para estudar a questão. Você poderia, então, ter contribuído com suas percepções, ajudando a delinear uma boa recomendação do comitê a respeito da posição teológica dos judaizantes, sem ter que resistir a personalidades em disputa . 

Além disso, Paulo, precisamos manter a união entre os que professam a fé em Cristo. Os judaizantes, pelo menos, permanecem conosco na confrontação do paganismo e do humanismo à nossa volta e prevalecente na cultura do Império Romano atual. Os judaizantes são nossos aliados na luta contra o aborto, a homossexualidade, a tirania no governo etc. Não podemos permitir que diferenças sobre minúcias doutrinárias obscureçam esse fator importante. 

Também devo mencionar que o conteúdo de suas cartas tem sido questionado, bem como seu estilo. O comitê questiona a propriedade da estrutura doutrinária de sua carta. É sábio importunar jovens cristãos, como os gálatas, com questões teológicas tão pesadas? Por exemplo, em vários lugares, você alude à doutrina da eleição. Você também entra numa longa discussão a respeito da lei. Talvez você poderia ter provado seu caso de outra forma, sem mencionar esses pontos complexos e controversos do cristianismo. Sua carta é excessivamente doutrinária, e provavelmente servirá apenas para polarizar as diferentes facções nas igrejas. Novamente, precisamos enfatizar a unidade, em vez de assuntos controvertidos, que acentuarão as divisões entre nós . 

Em outro lugar, você escreveu: “Ouçam bem o que eu , Paulo, lhes digo: Caso se deixem circuncidar, Cristo de nada lhes servirá” (5:2, NVI). Paulo, você tem a tendência de descrever as coisas estritamente em termos de preto-e-branco, como se não houvesse áreas acinzentadas. Você precisa usar expressões mais equilibradas, para não se tornar exclusivista. De outra forma, seu ponto de vista afastará muitas pessoas, e fará com que os visitantes não se sintam bem-vindos. O crescimento da igreja não é promovido tomando-se essa linha dura e permanecendo inflexível. 

Lembre-se, Paulo, não existe uma igreja perfeita. Precisamos tolerar muitas imperfeições na igreja, porque não podemos esperar ter todas as coisas ao mesmo tempo. Se você simplesmente pensar sobre sua experiência, você se lembrará de quanto fez mal à igreja no tempo da ignorância. Ao refletir sobre seu passado, você pode tomar uma atitude mais simpática para com os judaizantes. Seja paciente, e lhes dê algum tempo para chegar a um entendimento melhor. Enquanto isso, regozije-se pelo fato de todos compartilharmos a profissão de fé em Cristo, pois todos fomos batizados no nome dele.

Sinceramente,
Charles Phinney
Coordenador do Comitê de Missões
texto traduzido por: FelipeSabino

Andrezinho rupereta
















Já se passou algum tempo, que fui chamado por Deus, para comungar com Ele, por meio de seu filho Jesus, foi algo maravilhoso, naquela noite tive um real encontro com aquele que, algumas horas antes, eu tinha desafiado, claro que com o passar dos anos fui percebendo a minha tão grande ignorância.

Ao entrar naquela congregação, eu tinha um desafio em meu coração, eu tinha dito aquele que é Senhor dos senhores, que se Ele não me transforma-se naquela noite, eu nunca mais pisaria meu pé em uma “igreja”, o apelo foi feito, apelo feito para eu entregar minha vida a Jesus, eu queria entregar, mas não entendia o porquê queria fazer aquilo, a única coisa que entendia e que naquele momento minha vida estava uma (m...), mas Ele escutou o meu pedido. Ele me chamou, gerou o desejo e eu atendi o seu chamado.

Mas o que gostaria de lhe mostrar neste pequeno texto, é que, por muito tempo, fiquei sem entender, o que tinha acontecido em minha vida, como ocorrera tal transformação, lia minha bíblia, sem entender muita coisa, uma velha senhora que já estava trilhando o caminho do evangelho, me ensinou que deveria orar e ler a bíblia, isto eu fiz, e continuei minha trajetória. Lembro-me de me aproximar de um grupo de irmãos, que me acolheram, e por meio deles comecei a entender o que tinha ocorrido, aquela mudança notória em minha vida.

Mas sabe o que mais me impressiona nesta historia toda, e que por muito tempo eu não escutei que era um pecador por natureza, o que escutei é que não poderia ir à praia, pois era pecado, não podia usar bermuda, pois era coisa de gente carnal e outras coisinhas mais, ninguém me ensinou que eu era o problema, meu coração pecaminoso, era o grande mal existente, em minha vida.

Este grupo de amigos que encontrei me ensinou algumas coisas, mas como sou questionador por natureza, comecei a perceber que a bíblia, não fazia menção das coisas que ouvia em alguns púlpitos, escutava varias coisa, só não escutava sobre NOVO NASCIMENTO, A IRA DE DEUS CONTRA O PECADO, ARREPENDIMENTO, SANTIDADE (santidade, era algo vinculado, a maneira como nos vestíamos ou o lugar aonde íamos ou a música que escutávamos), a mensagem era agradável de um Deus que mudaria minha vida, a mensagem não questionava a minha maneira de ser, não me afrontava não me chamava ao arrependimento. A mensagem não dizia ‘você esta condenado a uma ETERNIDADE SEM DEUS’, sofrendo o castigo de Deus, a mensagem não trazia temor, nem gerava arrependimento, ela gerava conforto, ela trazia alivio para os meus problemas, mas ela não me convocava ao arrependimento, ela não mostrava que eu estava condenado, ela não mostrava o Cristo ressurreto, não, ela não dizia isto, ela dizia que Deus mudaria minha vida resolveria meus problemas, o que em parte era verdade, mas o evangelho não pode ser feito de meias verdades, eu sou um pecador e tenho que entender minha condição.

A minha esperança, independente da situação a qual me encontro hoje, e que sou JUSTIFICADO por JESUS CRISTO, se as coisas estão indo mal ou não, independente de minha situação, esta é a mensagem mais poderosa que encontramos no evangelho, pecadores que encontram vida, em JESUS CRISTO, pecadores arrebentados por causa de sua natureza, são curados e limpos de seus pecados, justificados por aquele que é SANTO e vive ETERNAMENTE.

Hoje eu compreendo o que Paulo queria dizer com a expressão “desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor”, sim hoje compreendo o quanto sou mal, sim isto nos faz caminhar, independente de casa nova, carro novo, o EVANGELHO SÃO AS BOAS NOVAS DE SALVAÇÃO e não as boas novas de carro e mansões, o evangelho nos transporta para um amanhã, vivo e cheio de vida, um amanhã junto com nosso DEUS por toda uma e ETERNIDADE, se vamos ter carros melhores, uma vida mais digna etc; e tal... ISTO FICA EM SEGUNDO PLANO, ELE EM SUA SABEDORIA, AJUSTARÁ A MINHA VIDA TUDO AQUILO QUE PRECISO, pois como diz o salmista “Já fui moço, e agora sou velho, mas não vi o justo mendigar o pão”, pois o nosso DEUS EM SUA MISERICORDIA SUPRIRÁ A NOSSA NESCESSIDADE, não ESTEJAMOS ANSIOSOS POR COISA ALGUMA, BUSQUEMOS O SEU REINO E SUA JUSTIÇA, E AS DEMAIS COISAS QUE NESCESSITAMOS NOS SERÃO ACRESCENTADAS...




Andrezinho rupereta
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